Eu já estava no segundo-grau (era assim que chamava na época), todas as minhas amigas tinham computador em casa, e na minha casa ainda não existia computador, imaginem o quanto eu implorava para comprarmos um ... (na época o computador era da família, com horários para utilizar, e acesso à internet em casa, nem em sonho). Aí o meu maninho, que estava começando a ser alfabetizado, também quis um computador, para joguinhos. Depois disso, não levou muito tempo, o computador chegou na nossa casa.
Outra vez, foi quando eu quis um violão, mas violões eram caros.... Aí, já aprendendo a lidar com as coisas, propus uma sociedade para meu irmão: Como ele também pensava em aprender a tocar violão, convenci ele de que isso seria muito legal, e que o violão era um excelente presente de aniversário. Nossos aniversários tem um intervalo de apenas três semanas, pedimos um violão como presente conjunto. E eu consegui o violão! Apesar de que no final das contas o violão não foi muito útil, ninguém aprendeu a tocar com ele (e nem com outro violão).
A Lala era uma pincher, acho que pincher zero, porque era muito pequenininha. Quando cheguei de noite em casa, no dia do aniversário do mano, o pai e a mãe e a minha irmã mais nova estavam sentados na sala tomando chimarrão, e o mano não tinha chegado em casa ainda. Me disseram para ir olhar o presente do mano, que estava no porão. Cena inesquecível: Eu descendo a escada e um ratinho preto começou a correr. Corria como um ratinho mesmo, em círculos, não sei se assutada ou feliz que estava chegando alguém. Eu comecei a rir, era muito engraçado, essa coisinha minúscula era um cachorro, a coitadinha até se assustou, eu ri muito. Ela corria em círculos ao redor dos meus pés, tinha que cuidar ao me mexer para não pisar nela. Pegar a cachorrinha no colo não era fácil, o mais correto era dizer que a pegávamos na mão, pois ela não era maior que a mão.
Meu irmão batizou seu presente de Lala.Em setembro completaria 12 anos que a Lala vivia com a família. Teve uma porção de filhotes, em várias ninhadas, acho que tem descendentes dela na cidade inteira. Conosco ficou somente o Rex, chato, mimado, todo torto, mas era a alegria da casa e o fiel escudeiro da Lalinha. Ela já estava ceguinha, não tinha mais dentes, não conseguia subir degraus, mas era adorada e protegida por todos.
Como dizem, os cachorros vivem menos, pois já nascem sabendo amar de uma forma incondicional que os humanos levam a vida toda e não conseguem aprender como se faz... e na madrugada de sábado, a Lala se foi, para o céu dos cachorros...
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Um comentário:
"Como dizem, os cachorros vivem menos, pois já nascem sabendo amar de uma forma incondicional que os humanos levam a vida toda e não conseguem aprender como se faz... e na madrugada de sábado, a Lala se foi, para o céu dos cachorros..." Emocionante mesmo! Era parte da família, vai fazer muita falta..
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